Walderi

Walderi foi artilheiro, ídolo da galera. Incendiava os jogos. Explodiu quando surgiu e logo conquistou o carinho da nação alviverde!

 

Como foi sua trajetória na Caldense?

Fui contratado para disputar o Módulo II de 2009 e ajudar o time a subir para a primeira divisão do Mineiro. Quando cheguei, a cobrança era muito grande. Os torcedores estavam divididos com o Vulcão, foi difícil. Enfrentamos muitos gramados ruins, sem condições de jogo, mas tivemos que superar tudo isso. Com a ajuda de Luiz Eduardo, Luisinho, Maradona, Maxsuel e companhia, conseguimos fazer uma grande campanha e retornar ao Módulo I. Tive uma passagem muito boa e ainda fui o artilheiro do time com oito gols. Quando o campeonato terminou, fui jogar no Paraná. Estava começando a ser titular, mas tive uma contusão séria no joelho. Ao final do ano, voltei pra Caldense. Me recuperei, fiz bons treinos, mas acabei machucando o outro joelho na semana da estreia e não pude ajudar os companheiros dentro de campo, mas sempre estive ali do lado incentivando.

Como era a rivalidade com o Vulcão?

Era muito bom. Na semana do clássico, treinávamos mais. A gente andava nas ruas e os torcedores pediam a vitória. Nunca perdemos um jogo para eles (risos).

Qual foi o seu gol inesquecível?

Sempre joguei pra frente, partindo pra cima dos zagueiros. Fazia gols tanto com os pés quanto de cabeça. Me lembro de um contra o Democrata de Sete Lagoas onde roubei a bola próximo ao meio campo, saí driblando dois ou três jogadores e fui levando. O goleiro saiu, eu dei um biquinho e corri pro abraço. Foi um golaço.

Você tem alguma história engraçada na Veterana?

Em 2010, íamos jogar num domingo. Na sexta eu dei uma saída e acabei passando do horário da viagem que era às 7 da manhã de sábado. O Maradona estava indo para o CT e me viu. Ele me deu carona até lá e o pessoal fez toda uma cobertura para que eu pudesse entrar no ônibus sem que o diretor visse meu estado. Sentei na poltrona, dormi e quando ver já havíamos chegado. O jogo começou e eu ainda fui o melhor em campo. Comigo era assim, antes das partidas, eu chegava no vestiário e perguntava “vocês querem gol ou show?”.

O que a Caldense significa pra você?

A Caldense é uma parte da minha carreira. É muito difícil vestir essa camisa, mas me identifiquei muito com ela. A torcida da Veterana é muito exigente, mas eu consegui corresponder às expectativas de todos. Gostaria de agradecer aos torcedores pelo carinho, tenho certeza que honrei esta camisa e que sempre serei lembrado. Fico feliz por fazer parte da história deste clube. Um abração a todos!