O tênis de campo tem uma trajetória rica na Associação Atlética Caldense, marcada por momentos de pioneirismo, crescimento e conquistas que ajudaram a consolidar a modalidade como uma das mais tradicionais do clube. Mesmo antes da construção das quadras, em 1964, o esporte já era representado em competições por associados que se destacavam pelo entusiasmo e dedicação. Naquele ano, durante os Jogos Abertos da Mojiana, a Caldense foi representada mesmo sem possuir estrutura própria, evidenciando o espírito esportivo que acompanha a modalidade desde suas origens.
A prática ganhou força quando o Estádio Cel. Christiano Osório foi desativado, abrindo espaço para as quadras do clube. Inicialmente voltado ao lazer dos associados, o tênis começou a se desenvolver também no aspecto competitivo, revelando atletas habilidosos e motivados a participar de torneios. A década de 1980 marcou o início de conquistas relevantes, com títulos de destaque no cenário regional e estadual. Em 1987, atletas da Caldense venceram o 9º Torneio de Tênis do Interior de São Paulo – Copa Banco do Brasil, e a I Copa Eduardo Nasser, em São José do Rio Pardo, alcançando várias vitórias em diferentes categorias. No ano seguinte, houve conquistas no Campeonato Paulista e em torneios abertos no interior, com destaque para as campanhas femininas e masculinas em São João da Boa Vista e Poços de Caldas. No início dos anos 1990, tenistas do clube figuraram entre os melhores de suas faixas etárias no estado de São Paulo, participando de torneios interestaduais e acumulando títulos.
A partir de 1996, o Caldense Open de Tênis se consolidou como evento tradicional do clube. O torneio, que chegou à quarta edição em 1999, reunia cerca de 100 tenistas do Sul de Minas e do interior paulista, com o objetivo de popularizar a modalidade e incentivar a participação dos associados. No início dos anos 2000, as competições internas ganharam ainda mais força. Em 2005, por exemplo, o Departamento de Esportes organizou o 1º Torneio Interno de Duplas, com categorias A, B, C e iniciantes, e ótima adesão dos tenistas do clube. Ao longo da década, o tênis seguiu promovendo torneios internos e atividades recreativas, sempre mantendo o engajamento dos associados.
Outro marco importante foi a ampliação da visibilidade da modalidade com eventos e clínicas, como a presença do atleta profissional Caio Zampiery em 2011, e melhorias na estrutura, como a modernização do sistema de iluminação das quadras em 2013. As reformas estruturais seguiram ao longo dos anos, com destaque para a renovação completa dos pisos e do saibro em 2024, melhorando a drenagem e a qualidade do jogo.
No aspecto competitivo, os tenistas da Caldense colecionaram vitórias em torneios internos e externos. Houve conquistas na Olimtra, na Liga Unitênis e na Liga Pro Tênis, com títulos e pódios em várias categorias, do infantil ao veterano. Atletas do clube alcançaram destaque em competições no interior de São Paulo e Sul de Minas, incluindo etapas da Liga Unitênis em cidades como São Carlos, Mococa, Porto Ferreira, Santa Cruz das Palmeiras e Limeira. Em torneios como a Copa Gencau e a Copa Tupi, representantes da Veterana conquistaram títulos e vice-campeonatos nas categorias adulto e sênior. Entre os marcos recentes, destaca-se o desempenho expressivo em 2023 e 2024, com campeões em diversas etapas das ligas regionais, além de eventos comemorativos, como o Veterana Doubles Tournament, realizado em 2025 como parte das celebrações do centenário do clube, reunindo dezenas de atletas em disputas de duplas nas quadras renovadas. Ainda em 2025 foram realizadasetapas da Liga Pro Teenis na sede do clube, e também o 2º Open de Inverno de tênis de campo.
Ao longo de sua história, o tênis de campo da Caldense manteve equilíbrio entre lazer e competição, atendendo tanto aos associados que buscam recreação quanto aos que participam de torneios de alto nível. A modalidade se consolidou como parte essencial do calendário esportivo da instituição, com eventos internos, conquistas regionais e melhorias contínuas na estrutura. Mais de meio século após os primeiros jogos improvisados, o tênis segue vivo e vibrante na Caldense, representando não apenas uma prática esportiva, mas também um elemento de integração e tradição dentro do clube.










