Palestra na Caldense aborda saúde emocional na adolescência e o papel dos cães como auxiliares terapêuticos

A saúde emocional na adolescência e os benefícios da interação com animais foram temas de uma palestra realizada na tarde da última sexta-feira (2), no Ginásio Luiz Sodré Ayres, na Associação Atlética Caldense. Intitulado “Saúde Emocional – Cão como Auxílio Terapêutico”, o encontro foi direcionado às atletas das equipes de base de voleibol do clube, com o propósito de incentivar o autoconhecimento, o acolhimento e o diálogo sobre os desafios dessa fase da vida.


A atividade foi conduzida pela psicanalista Priscila Amado, especialista em adolescentes, que destacou a importância de reconhecer e compreender as próprias emoções, além de buscar apoio diante das dificuldades. Durante a conversa, foram abordados temas como a comparação social, a necessidade de aprovação e a importância de desenvolver a autoestima e a autonomia emocional. “Falamos sobre a importância de elas entenderem que não precisam caminhar sozinhas. Abordamos a comparação, a necessidade de agradar aos outros e, principalmente, o autoconhecimento. No esporte, é fundamental que saibam identificar o que sentem, reconhecer suas emoções e aprender a lidar com elas, inclusive nos dias em que não estão bem para treinar ou jogar”, explicou Priscila.


A palestra também contou com a participação do médico-veterinário comportamentalista Cláudio Amado, que apresentou informações sobre o comportamento dos cães e sua contribuição como auxiliares no cuidado emocional. Um dos momentos de destaque foi a participação da beagle Rúcula, adestrada para responder a comandos, que interagiu com as adolescentes em uma atividade prática, proporcionando momentos de descontração, carinho e aproximação com o animal.


Cláudio ressaltou que os cuidados com os animais podem contribuir para a organização da rotina, o desenvolvimento do senso de responsabilidade e o alívio das tensões cotidianas. “O cão precisa de rotina, assim como nós. Mesmo quando não estamos em um dia bom, temos que cuidar dele, alimentá-lo e levá-lo para passear. Essa responsabilidade nos ajuda a mudar o foco, respirar, organizar os pensamentos e encontrar mais tranquilidade. São práticas que podem ser incorporadas à vida pessoal e também ao treinamento esportivo”, destacou.


A atleta Júlia Coelho Teixeira de Macedo, da equipe Sub-15 de voleibol da Caldense, aprovou a experiência e ressaltou o caráter educativo da atividade. “Foi muito legal, aprendemos muitas coisas e a cachorrinha mostrou várias habilidades. Tenho duas cachorras, a Pandora e a Luma, e achei muito interessante a dinâmica. É muito bonito ver o que os cães conseguem fazer”, comentou.


Para o professor de voleibol da Veterana, Thomaz Fonseca, a iniciativa contribui para que as atletas desenvolvam maior consciência emocional e encontrem maneiras de lidar com a ansiedade e as preocupações do dia a dia. Segundo ele, a atividade também favorece a integração e pode refletir positivamente no desempenho esportivo. “É importante que as meninas aprendam a identificar o que estão sentindo e tenham confiança para compartilhar suas emoções com os pais, professores e amigos. A interação com os cães oferece uma oportunidade de aliviar as preocupações e refletir sobre o que foi abordado, contribuindo para o bem-estar e para o desenvolvimento dentro e fora das quadras”, afirmou.


A iniciativa integra as ações da Associação Atlética Caldense voltadas à formação integral de suas atletas, reforçando que o desenvolvimento esportivo deve caminhar junto com o cuidado emocional, o fortalecimento dos vínculos afetivos e a qualidade de vida.

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